quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Sport abre 3 a 0, mas leva três gols no fim e é eliminado pelo Ferroviário nos pênaltis


Superesportes

Um vexame. Campeão da Copa do Brasil há dez anos pelo Sport, o técnico Nelsinho Batista viu o seu time ser eliminado na segunda fase da edição deste ano do torneio, competição pela qual a diretoria nutria "atenção especial". Nesta quinta-feira, na Ilha do Retiro, o Rubro-negro chegou a abrir 3 a 0 sobre o Ferroviário, mas sofreu um empate em dez minutos e teve que decidir a classificação nos pênaltis. Não teve São Magrão desta vez. Por 4 a 3, os cearenses eliminaram o Leão, que perde uma cota de R$ 1,4 milhão e deixa o campo com a crise batendo na porta.

Ao contrário do previsto, o atacante André não esteve em campo nesta noite. Confirmado na lista de convocados pelo técnico Nelsinho Batista no dia anterior e pelo clube, o camisa 90 alegou dores no joelho e desfalcou o time pela segunda vez consecutiva. As duas ausências coincidem com uma oferta que ele recebeu do Grêmio e que próprio Sport chegou a dizer que mexeu com o jogador. 
O Sport iniciou trocando muitos passes de lado, sem conseguir penetrar na defesa adversária. Já o Ferroviário-CE chegou com perigo duas vezes, ambas com Valdo Bacabal. Na primeira, recebeu de costas e tentou - sem sucesso - encobrir Magrão. Na segunda, o camisa 1 rubro-negro precisou defendeu uma cabeçada venenosa dele.  
Em partida cujo nível técnico era baixo, o Sport teve uma ligeira melhora ofensiva na parte final do primeiro tempo. Após testada de Leandro Pereira, que passou rente à trave, e defesa milagrosa de Bruno Colaço para evitar gol de cabeça de Henríquez, o Leão abriu o placar. Não pelo alto. Aos 38 minutos, Anselmo aproveitou bola espirrada na área e fez 1 a 0. 
O time do técnico Nelsinho Batista levou logo uma bola no travessão no início do segundo tempo. Contudo, mesmo sem um homem de referência, não deixou de insistir no jogo aéreo. Deu certo uma hora. Aos dez, Capa cruzou para Fabrício surgiu como elemento surpresa para ampliar, de cabeça. Mais tranquilo e com mais espaços, o Sport poderia ter feito o terceiro com Gabriel, Rogério, Thomás. Marlone foi quem fez o terceiro.  
A classificação parecia sacramentada. Parecia. Índio também desperdiçou oportunidade clara. A partir daí, os leoninos começaram a dar brechas. Sofreram um verdadeiro apagão em pouco mais de dez minutos. Bastou para o Ferroviário-CE empatar o jogo. Para acontecer o inimaginável. Mazinho descontou aos 30, de cabeça. Sete minutos depois, o mesmo Mazinho fez o segundo em falha de Magrão. Aos 41, já quando a torcida rubro-negra começava a se impacientar, Valdecir - livre de marcação - deixou tudo igual, aproveitando cruzamento.  
Pênaltis
O Ferroviário-CE abriu a série de penalidades. Fez os três primeiros, o Sport também. Mas Rogério perdeu o quarto pênalti do Leão. Bruno Colaço foi buscar. Mota perdeu o quinto do Ferroviário. Magrão defendeu. A sobrevida da equipe recifense estava depositada em Marlone, que desperdiçou a última cobrança para os rubro-negros, que saíram derrotados por 4 a 3.
 Sport
Magrão; Felipe Rodrigues (Neto Moura), Henríquez, Léo Ortiz e Capa; Anselmo, Fabrício, Thomás e Marlone; Gabriel e Leandro Pereira (Rogério). Técnico: Nelsinho Batista.
Ferroviário-CE
Bruno Colaço; Amaral (Emerson Santos), Jean (Valdeci), Túlio e Sávio; Erandir, Mazinho, Andrei e Janeudo; Valdo Bacabal (Rodrigo Rodrigues) e Mota. Técnico: Ademir Fonseca. 
Estádio: Ilha do Retiro (Recife-PE). Árbitro: Rodrigo Batista Raposa (DF). Assistentes: Ciro Chaban Junqueira (DF) e Luciano Benevides de Souza (DF). Gols: Anselmo (38’ do 1T, Sport), Fabrício (11’ do 2T, Sport), Marlone (26’ do 2T, Sport) e Mazinho (30’ do 2T, Ferroviário-CE). Público: 3.238. Renda: R$ 55.655,00.

Nenhum comentário:

Postar um comentário