terça-feira, 7 de novembro de 2017

Xanuca avalia audiência pública como positiva e entusiasmo pode favorecer o Vitória


Por Marcio Souza, para o Futebol no Domingo*

Um novo capítulo do futebol vitoriense começou a ser escrito na noite desta segunda-feira (06) durante a audiência pública que discutiu a situação desta prática esportiva no município. Diga-se de passagem, o momento não é fácil, no entanto, pelo andar da carroagem e graças ao ato público convocado pelo ex-jogador Erodilson Xanuca, o prognóstico parece que vai mudar.

Discutia-se então sobre a situação do Estádio Carneirão, que não tem sediado os jogos das equipes da cidade, que são Vitória e Vera Cruz. O Taboquito precisou ir pra Chã Grande no início do semestre, onde se livrou do rebaixamento no Brasileiro Feminino, enquanto o Galo foi peregrinar em Feira Nova para jogar a segundona, sendo desclassificado nas quartas de finais. 

Os resultados práticos da audiência podem demorar (ou não) para serem sentidos, mas o entusiasmo entre os envolvidos no contexto pode favorecer o Vitória, que precisa do campo para iniciar os trabalhos de pré-temporada do Estadual 2018. 

“O que me preocupa não é a condição do estádio, o que preocupa é ele estar lá parado. Se temos cerca de dois meses para a estreia do campeonato, temos que agir logo. É pouco tempo pra que a gente possa ter o Vitória jogando em casa. Vamos pensar em solucionar o problema. Vamos desarmar os palanques e pensar no Vitória, no Vera Cruz e nos jogadores amadores desta cidade”, destacou o presidente da Casa Diogo de Braga, Edmilson Zacarias (Novo da Banca).

Entre os participantes da audiência, Murilo Falcão, representando a Federação Pernambucana de Futebol (FPF/PE), sinalizou que a situação do Carneirão não é tão difícil de ser resolvida, tendo em vista que o local atende aos requisitos mínimos exigidos pela entidade para a realização do certame, faltando somente os ajustes pontuais relacionados ao gramado e ao lance maior de arquibancada situado no lado do placar.

Verbalmente, os vereadores e demais componentes da mesa deram o aval de uma possível contribuição para a recuperação do espaço, mas os detalhes estão sendo tratados durante reunião nesta terça-feira (07) na prefeitura. "Estamos nos reunindo com o gestor nesta terça-feira para pedir celeridade em todo esse processo de abertura do estádio. Posso dizer ao torcedor vitoriense que a audiência está rendendo bons frutos", falou o parlamentar ao Futebol no Domingo. 

Posicionamento do Vitória durante a audiência

O presidente de honra da Acadêmica Vitória, Paulo Roberto Arruda, citou a relevância dos jogos serem mandados na cidade. “O Vitória não é de Paulo Roberto, mas da cidade. Temos uma torcida apaixonada, que em 2008 foi pra Limoeiro ver o time jogar quando o ex-prefeito proibiu de usarmos esse estádio. Foi um equívoco que o fez perder a eleição, devido à proporção que é o futebol. Teremos um dos maiores campeonatos dos últimos anos graças a grande cobertura da imprensa, o que fará que Vitória seja mostrada para o mundo”.

Posicionamento da prefeitura durante a audiência

“A situação do Carneirão em nenhum momento foi deixada de lado pela gestão. Em junho, fomos provocados pelo presidente do Vera Cruz sobre a possibilidade de haver jogos no local,  mas aí a Secretaria de Obras e a Vigilância Sanitária fizeram um laudo técnico que comprovaram a precariedade do espaço. Por parte da prefeitura houve interesse, mas o investimento é muito alto. O governo municipal está buscando alternativas que se mostrem plausíveis neste momento”, afirmou Paulo Teixeira, porta-voz do Executivo. 

Futebol amador

O presidente da Liga Vitoriense de Desportos, Joel Neto, utilizou a tribuna da Câmara para cobrar apoio à entidade, que tem encontrado dificuldades para realizar suas competições. Lembrou o mandatário durante seu discurso, que a Seleção Vitoriense não pôde participar da Copa do Interior 2017 por não conseguir angariar recursos provindos da gestão municipal. 

“Em apenas duas oportunidades nós não participamos e não foi por falta de apoio. Em 1975 e 2005 nossa cidade foi atingida por duas grandes enchentes que impossibilitaram a formação do time. O futebol é importante. Os pais de família matam a fome de seus filhos negociando em dias de jogos, vendendo seu lanche, seu churrasquinho”, resumiu Joel.

*Com informações da assessoria 

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