terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

CBF se recusa a devolver pontos para a Portuguesa

A CBF não aceitou o acordo proposto pelo Ministério Público que pedia a anulação do julgamento do STJD, com a manutenção da Portuguesa e do Flamengo na Série A e o rebaixamento do Fluminense. Com isso, o órgão vai entrar com uma ação civil pública, o que significa levar a decisão para a justiça comum. A posição da CBF foi tomada na tarde desta segunda-feira após audiência no Ministério Público de São Paulo. "Não houve termo de compromisso", diz o promotor da Justiça do Consumidor, Roberto Senise Lisboa. "Vamos entrar com uma ação civil", promete Senise.

O Ministério Público argumenta que o Estatuto do Torcedor foi desrespeitado nas punições aos atletas, pois elas não foram publicadas no site da CBF com antecedência. Na visão do órgão, o estatuto, como lei federal que determina a publicação, deve se sobrepor ao Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), base para a decisão do STJD que rebaixou a Portuguesa e não obriga a divulgação de eventuais punições.

Na última rodada do Brasileirão, o meia da Portuguesa Héverton foi escalado irregularmente, contra o Grêmio. O jogador havia recebido dois jogos de suspensão, mas só tinha cumprido um. Porém, a decisão do STJD só foi publicada na segunda-feira, um dia depois que a partida ocorreu. Já no caso de André Santos, o lateral foi expulso na final da Copa do Brasil, contra o Atlético-PR, mas não cumpriu suspensão e entrou em campo na última rodada do Brasileirão, contra o Cruzeiro.

A falta de acordo na audiência desta segunda-feira cria sérios problemas para o início do Campeonato Brasileiro. A tabela da competição deverá ser publicada até o dia 20 de fevereiro, como prevê o mesmo Estatuto do Torcedor. Até lá, dificilmente a justiça terá definido quais os clubes vão disputar a Série A: Portuguesa ou Fluminense. Além disso, pode trazer dificuldades no relacionamento da CBF com a Fifa. Na semana passada, a entidade máxima do futebol cobrou explicações da CBF sobre a demora na definição dos clubes da próxima edição do torneio.


Com informações da Agência Estado.

Náutico encara Botafogo (PB) pela Copa do Nordeste na noite desta terça-feira

(Foto: Antônio Carneiro / Pernambuco Press)
Botafogo (PB) e Náutico entram em campo na noite desta terça-feira (04),  no Estádio Almeidão, em João Pessoa, em jogo adiado da terceira rodada do Nordestão. A partida deveria ocorrer na semana passada, mas foi adiada e marcada para esta noite.  O motivo seria uma briga entre a Justiça da Paraíba e a CBF, já que o jogo estava marcado para Goianinha (RN), o que não agradou aos paraibanos.  

O duelo pelo Grupo D, acontece a partir das 19h. O jogo é de suma importância para ambas as equipes. O árbitro será Suelson Diorgenes de França, do Rio Grande do Norte, auxiliado por Ubiratan Bruno Viana e Francisco Jaílson, também do RN.


Planalto prepara campanha para defender a Copa


(Foto: AFP)

O governo pretende enfraquecer as críticas ao evento e esvaziar eventuais manifestações durante os jogos


A presidente Dilma Rousseff planeja realizar uma ampla campanha publicitária para defender a importância da realização da Copa do Mundo no Brasil. O tema fará parte, a partir de agora, dos discursos oficiais e ações nas redes sociais. Assim, o governo pretende enfraquecer as críticas ao evento e esvaziar eventuais manifestações durante os jogos, entre junho e julho.  Uma onda negativa poderá ter reflexo nas eleições de outubro, avaliam auxiliares da presidente. No ano passado, a série de manifestações em meados do ano derrubou a popularidade de Dilma. 

A preocupação com a Copa e eventuais reflexos na eleição já integrava a pauta do Palácio do Planalto. O Ministério da Justiça planeja, por exemplo, fazer uma série de visitas aos Estados que vão sediar jogos a fim de conversar com os comandos das polícias militares e ressaltar a importância de se evitar conflitos com manifestantes - foram ações violentas da PM paulista que engrossaram os protestos de junho de 2013.

NOVO COMANDO - A nova estratégia de comunicação será a primeira tarefa do novo comando da Secretaria de Comunicação Social. Ontem foi anunciada oficialmente a saída da ministra Helena Chagas. O cargo será agora ocupado pelo também jornalista Thomas Traumann. Já havia uma pressão de dentro e de fora do governo para que o Planalto reagisse com firmeza às críticas que vinha recebendo contra a realização da Copa. A contraofensiva tem por objetivo tentar convencer a população de que a Copa trará benefícios à população. 

O governo pretende atacar em três linhas para tentar “desarmar” os argumentos contrários à Copa: a primeira, a de que grande parte dos financiamentos é de fontes privadas, e não públicas; a segunda, a de que essas obras serão um legado para o País - os estádios, por exemplo, serão usados para shows e outros eventos depois da Copa; a terceira, a de que obras de mobilidade urbana, mesmo que não sejam entregues a tempo, foram “aceleradas”. 

A estratégia governista é não deixar que a população “se deixe levar pela loucura”, nas palavras de um assessor direto da presidente. Pelas redes sociais, há grupos que se mobilizam com a bandeira de “Não Vai Ter Copa”. Já houve protestos violentos no fim de semana passado. O PT chegou a criar uma campanha “Vai Ter Copa” para rebater o movimento. Agora terá ajuda do governo.
Integrantes do governo reconhecem, em conversas reservadas, que há de fato um desgaste por causa da associação como Fifa e Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas acreditam que há tempo suficiente para reverter esse cenário. 

O Planalto aposta no argumento de geração de empregos por causa do megaevento. Também já levanta os preços dos estádios de outras edições do torneio a fim de compará-los com os custos do caso brasileiro.
A Secretaria de Comunicação Social informou ontem que “as ações de comunicação institucional para este ano estão em fase de planejamento”. O Ministério do Esporte, por sua vez, informou que “ainda não há definição sobre o assunto”. 

ESTÁDIOS - Dilma esteve presente na inauguração oficial de todos os estádios da Copa que já ficaram prontos - a última solenidade foi em Natal, onde abriu a Arena das Dunas, no dia 22 de janeiro. “O Brasil tem de apostar a seu favor, e não contra”, afirmou a presidente em entrevista a jornalistas, ao ser questionada sobre a possível exclusão de Curitiba por causa de atrasos nas obras da Arena da Baixada.

“Essa é o tipo da pergunta que mostra aquilo que o Nelson Rodrigues dizia: ‘não é possível apostar no pior’. Pelo contrário. Eu acredito que todo governador, prefeito e os empresários que são responsáveis pelo estádio de Curitiba irão fazer o estádio no prazo. É algo que eu tenho certeza”, disse Dilma na ocasião.
Além da Arena da Baixada, faltam ser inaugurados os estádios Itaquerão (São Paulo), Arena Pantanal (Cuiabá), Arena da Amazônia (Manaus) e Beira Rio (Porto Alegre).

Com informações da Agência Estado.

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